quinta-feira, 24 de junho de 2010
Arte!
...o artista apela para aquela zona do nosso ser que não depende da sabedoria; para aquilo que, em nós, constitui uma dádiva e não uma aquisição - e, consequentemente, é mais permanente e duradouro. Ele dirige-se à nossa capacidade para o prazer e encantamento, para o significado do mistério que rodeia as nossas vidas; ao nosso sentido de compaixão e beleza, e dor; ao sentimento latente de união com a criatividade -[...] à solidariedade nos sonhos, na alegria, nos desgostos, nas aspirações, nas ilusões, nas esperanças, nos medos, que ligam os homens entre si, que ligam toda a Humanidade! (Joseph Conrad)
terça-feira, 22 de junho de 2010
A dança de Deus!
...dança Deus! Sacudindo o mundo, desfigurando as estrelas, afogando as vidas!...
(Sombra e Luz)
in: DN, lágrimas e suspiros.
domingo, 20 de junho de 2010
Pensar, Pensar! (Homenagem a Saramago!)
O Caderno de Saramago
Pensar, pensar.
Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma. (in: Revista do Expresso, entrevista de 11 de [...]
Pensar, pensar.
Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma. (in: Revista do Expresso, entrevista de 11 de [...]
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Os Deuses Caídos!
O problema é que, quando os deuses caem do pedestal e chegam à terra, descobre-se que são ainda mais desajeitados do que o comum dos mortais. É que, como diz Baudelaire, são como aves maravilhosas cujas «asas gigantes as impedem de caminhar». Sim, desastrados, desajeitados, vacilantes, é assim que se mostram os deuses caídos porque não estão habituados às misérias deste mundo, estás a perceber? Descem do Olimpo, olham à sua volta, pensam que isto é a Arcádia e julgam que comportar-se bem, ser generoso, desprendido e amável, leva a um bom desfecho; coitadinhos dos deuses. (Carmen Posadas)
Identidade!
É odioso julgarem saber quem somos quando nós próprios nos desconhecemos...
(Pedro Paixão, O Mundo é Tudo o que Acontece, Quetzal, Lisboa 2008)
(Pedro Paixão, O Mundo é Tudo o que Acontece, Quetzal, Lisboa 2008)
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Homem versus animal
Um humano nunca é um animal. Quando se diz que é um animal referimo-nos a comportamentos que ultrapassam infinitamente tudo o que um animal pode praticar.
In: Pedro Paixão, O Mundo é Tudo o que Acontece, Quetzal, Lisboa 2008
In: Pedro Paixão, O Mundo é Tudo o que Acontece, Quetzal, Lisboa 2008
A Infinita Solidão!
A desilusão acompanha de perto a fantasia. A minha já ia duplamente ferida. Quando Armstrong pôs os pés na Lua só havia pó e rochas que para nada serviam. Nada respondia à nossa carência de tudo, nada justificava ou fortalecia a nossa fragilidade, que, pelo contrário, pareciam mais expostas do que nunca. Ficaram as belas e melancólicas fotografias do nosso planeta ampliando a já nossa infinita solidão.
In: Pedro Paixão, O Mundo é Tudo o que Acontece, Quetzal, Lisboa 2008
In: Pedro Paixão, O Mundo é Tudo o que Acontece, Quetzal, Lisboa 2008
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